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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Trolls, abraços, arco-íris e bolinhos


Para Miguel, Lúcia, Lina, Jorge e Breno, companheiros felizes de sessão



O novo filme da Dreamorks é mais do que uma simples animação. Dos mesmos autores do inesquecível Shrek (mesma fórmula da feiura fofa), para Trolls também pode ser atribuída à classificação de aventura e comédia musical, sobretudo, um bom musical. A trilha sonora é  de excelência, daquelas que fazem a gente se sacudir na cadeira do cinema. As crianças grandes reconhecerão muitos hits revisitados (John Travolta e Elton John dentre eles).

Estruturado no binômio Felicidade x Tristeza ou Entusiamo x Apatia, temos de um lado os coloridos e pequeninos Trolls liderados pela sempre otimista Poppy, e do outro os cinzentos e gigantes Bergens, cuja tristeza só pode ser unicamente revertida por um antídoto: comer os Trolls...Numa espécie de ritual antropofágico, os cinzentos precisam devorar a poder dos coloridos para assimilar seus sentimentos positivos e sua cor, caso contrário, são condenados à tristeza profunda e contínua.

A princípio parece um maniqueísmo bem simplista típico dos contos de fadas tradicionais, mas o desenho vai ganhando contornos bem interessantes ao longo da trama. O conflito surge quando os Trolls, liderados pelo seu rei, o pai de Poppy, resolvem fugir com seu povo no dia do Festival em que seriam devorados. Escondem-se por longos anos em um reino subterrâneo de pura alegria, até que são encontrados e correm risco de vida novamente. Daí surge toda a graça do desenho. Na luta pela sobrevivência, a já Princesa Poppy encontra no rabugento Tronco, um parceiro de aventuras e um grande amor.

Na jornada engraçadíssima, ainda renovam o clássico Cinderela através da ajudante de cozinha do Rei dos Bergens que alimenta um amor por sua majestade. O pobre reizinho nunca conheceu a felicidade, até desfrutar do amor dessa Gata Borralheira de patins (virou uma diva na mão dos Trolls) e comer pizza em sua boa companhia, imagem que denota outras possibilidades de ser feliz...E o melhor de tudo, a tal felicidade está em nós mesmos e  nas nossas relações...

Destacam-se ainda no filme o colorido especial, os traumas que nos fazem ficar acinzentados, o poder curativo do afeto e dos abraços, a lealdade, a coragem e outros tantos valores que as crianças e nós, crianças grandes, precisamos lembrar sempre. E toda a história é contada através de uma espécie de livro mágico, que vai dando vida aos personagens, reavivando nossas emoções e acionando camadas profundas da nossa alma ao correr das páginas e dos pixels...Desde Toy Story, Shrek, Divertidamente que eu não gostava tanto de um desenho...

5 comentários:

  1. Alana, perfeita análise. Assisti , gostei muito e indiquei aos amigos. Vale conferir.
    Maria Zélia

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  2. Vi o trailer e fiquei interessada. Depois de ler este texto, não perco por nada.

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  3. Vi o trailer e já me interessei, agora, então é que não perco mesmo.

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  4. Aqui em casa fomos todos... Achei o filme perfeito! Concordo com vc - desde Divertidamente não gosto tanto de um desenho. Pensei nisso quando saí do cinema! E olha que assisto a muitos!
    Parabéns pelo seu texto.

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